O Setembro Amarelo é um movimento mundial de alerta para a valorização da vida e a prevenção das ocorrências de suicídios, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) poderiam ser evitados em 90% dos casos. 

São vários os fatores que podem afetar a saúde mental e consequentemente, a qualidade de vida das pessoas. Dentre os fatores, está o estresse financeiro, definido pelo Financial Health Institute como “𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐫𝐞𝐬𝐮𝐥𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐧𝐜𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 𝐞 𝐞𝐜𝐨𝐧𝐨̂𝐦𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐦 𝐚𝐧𝐬𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐩𝐫𝐞𝐨𝐜𝐮𝐩𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐨𝐮 𝐬𝐞𝐧𝐬𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐜𝐚𝐬𝐬𝐞𝐳, 𝐬𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐚𝐜𝐨𝐦𝐩𝐚𝐧𝐡𝐚𝐝𝐚 𝐩𝐨𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐟𝐢𝐬𝐢𝐨𝐥𝐨́𝐠𝐢𝐜𝐚 𝐚𝐨 𝐬𝐭𝐫𝐞𝐬𝐬.”

As causas do estresse financeiro são as mais diversas, mas a desorganização financeira, gerada pelo endividamento pessoal e pela ansiedade em relação aos investimentos, são alguns dos principais. 

Não aprendemos educação financeira na escola e falar de dinheiro é um tabu. Só para você ter ideia, pessoas afetadas por estresse financeiro têm 4 vezes mais chances de desenvolver depressão e 4 em cada 10 brasileiros com depressão já tiveram pensamentos suicidas.

 

Os dados são preocupantes

Segundo estudo da Provu, divulgado pelo Jornal Estadão em dezembro de 2022, quase a totalidade dos brasileiros, 93,8% relataram que já se sentiram estressados por conta de problemas com dinheiro, enquanto mais da metade, 59,8%, afirmaram ter tido alguma questão de saúde motivada por essa preocupação.

O problema é bastante complexo e não há uma única solução. Entretanto, os caminhos para solucioná-lo passam por reconhecer o problema e por diálogos, naturalizando a fala sobre dinheiro, seja na família, no trabalho e entre colegas e amigos.

Quem sabe esse é uma oportunidade para você começar hoje a falar sobre o assunto, indicando este artigo para aquela amizade que você sabe que precisa aprender mais sobre dinheiro? 

Além disso, as empresas não só podem como devem apoiar este processo, promovendo palestras, treinamentos e disponibilizando acesso a conteúdo sobre o tema para seus colaboradores, visto que a produtividade no trabalho é diretamente impactada pelo estresse financeiro.

 

Como as empresas podem apoiar

As empresas podem promover diálogos que apoiem os colaboradores a evitar ou sair do estresse financeiro, abordando temáticas que:

 

1- Apoiem o autoconhecimento financeiro – não é possível mudar uma situação sem conhecê-la. Então, incentive as pessoas a reconhecerem suas capacidades financeiras. Seu rendimento, o custo de vida e suas despesas. A partir disso, é possível entender a situação financeira atual e consequentemente onde está o “rombo”, identificando a causa;

2- Reflitam sobre hábitos financeiros e de consumo – promovendo entendimento de que o cartão de crédito é dinheiro e que ele pode e deve ser aliado e não inimigo. Então, se ele é dinheiro, não existe outra forma senão controlar.

3- Auxiliem na negociação das dívidas – orientando como saber se é a hora de renegociar dívidas, bem como a melhor forma de renegociação e o que deve ser observado em uma renegociação de sucesso;

4 – Promovam maior entendimento sobre investimentos – a ansiedade em relação aos investimentos é um grande fator de stress. E, a ansiedade afeta tanto os investidores mais moderados quanto os mais arrojados. Logo, conteúdos sobre reserva de emergência, diferença de renda fixa e variável, o investimento mais vantajoso, estratégias de daytrade, fundos imobiliários são sempre relevantes. Aliás, o Portal IF é um bom começo!

5- Incentivem o investimento de tempo em aprender sobre educação financeira – ter conhecimento sobre finanças vai proporcionar que você utilize seu dinheiro de uma maneira mais satisfatória, fazendo com que mude gradativamente sua relação com ele, compreendendo que 𝐨 𝐝𝐢𝐧𝐡𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞𝐯𝐞 𝐬𝐞𝐫 𝐯𝐢𝐬𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐨𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐬𝐚𝐭𝐢𝐬𝐟𝐚ção 𝐞 𝐟𝐞𝐥𝐢𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐣𝐚𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐚𝐥𝐠𝐨 𝐝𝐨𝐥𝐨𝐫𝐨𝐬𝐨“;

6- Orientem as pessoas a pedirem ajuda. Afinal, todo o problema tem solução enquanto estamos VIVOS!

E a mais importante de todas e com a qual eu encerro esta minha coluna: comece devagar, Roma não foi construída em só dia.

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