Quantas vezes você já ouviu (ou pensou): “Investir é só para pessoas ricas”, “Não tenho dinheiro suficiente para isso”, “É tudo muito arriscado” ou até “Deixa para depois”? Se você se identificou com pelo menos uma dessas frases, saiba: você não está sozinho.

Segundo a pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro 2024, realizada pela ANBIMA, apenas 67% dos brasileiros investem, e 25% deles guardam dinheiro exclusivamente na poupança, mesmo com opções mais rentáveis e acessíveis disponíveis no mercado.

A boa notícia? Nunca foi tão possível e democrático começar a investir. A má notícia? Muitas pessoas ainda se afastam desse universo por causa de mitos que parecem verdades absolutas.

Meu propósito é desmistificar a economia. Então, neste artigo, proponho derrubar os principais mitos sobre investimentos e ajudar você a dar o primeiro passo.

 

Mito 1: Investir é só para quem tem muito dinheiro

Esse é o clássico dos clássicos. A verdade é que o mercado financeiro evoluiu e muito. Hoje, com apenas R$ 1 já é possível aplicar em títulos públicos pelo Tesouro Direto. Plataformas digitais e bancos oferecem produtos acessíveis, com aportes mínimos baixos e até sem taxas de corretagem.

Ainda sobre este mito, a pesquisa da ANBIMA mostra que 45% dos investidores brasileiros têm renda familiar de até dois salários mínimos. Ou seja, não é sobre ter muito dinheiro, é sobre fazer escolhas inteligentes com o que se tem.

 

Mito 2: Poupança é segura, então é a melhor opção

A poupança é segura, mas não é a melhor opção. Ela tem liquidez, você pode sacar quando quiser, e é protegida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil. No entanto, seu rendimento é tão baixo que, na maioria das vezes, perde para a inflação. Isso significa que seu dinheiro desvaloriza com o tempo.

Hoje existem investimentos tão seguros quanto a poupança e mais rentáveis, como o Tesouro Selic, CDBs de bancos médios (também garantidos pelo FGC) e fundos DI.

 

Mito 3: Investir é complicado demais

Esse mito nasce do medo. O maior desafio para começar a investir não é o dinheiro, mas o desconhecimento. Termos técnicos, gráficos e siglas podem parecer feitos para afastar quem não é do meio. Mas investir pode ser tão simples quanto escolher o melhor plano de internet ou a promoção mais vantajosa do mercado.

Há plataformas intuitivas, vídeos, perfis nas redes sociais e portais que oferecem simuladores e explicações claras. O importante é dar o primeiro passo, ainda que pequeno.

 

Mito 4: Investir é sempre arriscado

Todo investimento tem algum grau de risco  e até a poupança. Há 35 anos, o Plano Collor confiscou a poupança dos brasileiros. Se você não viveu isso, vale conferir a notícias sobre Plano Real, a moeda que mudou o Brasil.

Investir não é sinônimo de perder dinheiro. O segredo está em conhecer seu perfil (conservador, moderado ou arrojado) e diversificar. Como dizem: “não coloque todos os ovos na mesma cesta”.

Investimentos em renda fixa têm baixo risco; ações, fundos imobiliários e criptoativos trazem maior potencial de retorno, mas também maior volatilidade. O equilíbrio é o caminho.

 

Mito 5: Só vale a pena investir para ganhar muito

Esse pensamento é uma armadilha. Investir não é sobre ficar rico rápido, mas sobre construir um futuro mais tranquilo. Pequenas quantias, aplicadas com regularidade, geram grandes resultados no longo prazo.

Exemplo: R$ 100 por mês a 0,7% ao mês podem virar quase R$ 17 mil em 10 anos. A mágica dos juros compostos está no tempo e na constância.

 

Mito 6: Investimento é só para o futuro

Investir também é para realizar sonhos no curto e médio prazo: viajar, trocar de carro, abrir um negócio, fazer um curso. Organizar metas e prazos ajuda a escolher o produto certo para cada objetivo.

Entre os que investem, 30% o fazem pensando em emergências e 22% em aposentadoria. Mas investir também é um ato de liberdade e planejamento de vida.

 

Verdades que libertam

 

Chega de esperar o momento ideal

A vida sempre vai estar corrida, as contas vão aparecer e o medo de errar pode bater. Mas investir não é sobre perfeição e sim sobre intenção. É transformar o pouco de hoje no muito de amanhã e fazer escolhas mais conscientes e sustentáveis.

Como costumo dizer: economia não é só sobre economizar e investir, é sobre escolhas!

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